A derrota por 4 a 1 para a Argentina, ocorrida na última Data FIFA, ainda rende assunto e provocações. No dia 1º de abril, o tradicional jornal esportivo Olé decidiu provocar os brasileiros com uma postagem sarcástica: “Feliz dia”, junto das bandeiras de Brasil e Argentina, relembrando a goleada em pleno território argentino.
A alfinetada reacende uma rivalidade que vai muito além do futebol. Mas vale lembrar: nem sempre foi a Argentina que riu por último, e houve um tempo em que usar o código bet365 para apostar em uma vitória brasileira era a norma.
A história dos confrontos entre clubes dos dois países as duas seleções está recheada de momentos em que a Seleção Brasileira aplicou verdadeiras lições de bola. Goleadas, viradas e atuações inesquecíveis que marcaram época.
Confira cinco ocasiões em que o Brasil simplesmente atropelou os hermanos:
A Argentina veio com força total. Era o time principal, recheado de estrelas e com o favoritismo nas mãos. O Brasil, por outro lado, levou um elenco alternativo, considerado por muitos como uma espécie de time B. Mesmo assim, fez história. Os argentinos venciam por 2 a 1 até os acréscimos, quando Adriano, o Imperador, dominou no peito e mandou uma bomba para empatar o jogo no último lance. Nos pênaltis, a Seleção Brasileira foi letal: 4 a 2, com um show do goleiro Júlio César. Uma virada que silenciou os gritos antecipados do lado celeste.
Em 29 de junho de 2005, a cidade de Frankfurt foi palco de uma das atuações mais marcantes da Seleção contra a Argentina. Era a final da Copa das Confederações. O Brasil entrou com fome de título e sede de revanche. Adriano brilhou mais uma vez com dois gols. Kaká e Ronaldinho também deixaram os seus. Placar final: 4 a 1. Um passeio, com direito a dribles, olé e superioridade do início ao fim.
Na final disputada em Maracaibo, a Argentina chegou embalada, com um elenco estrelado que incluía Messi, Riquelme e Tevez. O Brasil, mais uma vez sem suas principais estrelas, mostrou força coletiva. Júlio Baptista abriu o placar, Ayala marcou contra e Daniel Alves fechou a conta: 3 a 0. Foi mais uma final continental vencida com autoridade pelo lado verde e amarelo.
Voltamos no tempo, para dezembro de 1945. Em São Januário, o Brasil aplicou um sonoro 6 a 2 sobre a Argentina. Os gols foram marcados por Ademir (2), Leônidas, Zizinho, Chico e Heleno de Freitas. Foi uma das maiores goleadas da história do confronto. Naquela tarde, o talento brasileiro sobrou e os hermanos assistiram, atônitos, ao festival de futebol ofensivo.
No dia 5 de março de 1960, o Maracanã recebeu mais uma goleada brasileira. Com dois gols de Pelé, dois de Pepe e um de Chinesinho, o Brasil venceu por 5 a 1. O espetáculo foi completo: dribles, troca de passes envolvente e domínio absoluto. O Rei do Futebol comandou o baile, e a torcida vibrou com cada gol como se fosse final de Copa.
Hoje, a provocação é deles. Mas basta folhear o álbum da história para perceber que a gangorra já virou muitas vezes. O futebol é cíclico, e a rivalidade Brasil x Argentina sempre entrega capítulos imprevisíveis. A derrota dói, claro, mas também serve como combustível para os próximos encontros.
E como sempre acontece nesses clássicos, o próximo jogo pode mudar tudo. Resta saber quem vai rir por último. Spoiler? O Brasil tem bons argumentos para voltar a sorrir em breve.