Eleições 2026: Romeu Zema é flagrado com celular na cabine de votação

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) foi flagrado com um celular na mão dentro da cabine de votação neste domingo, 4 de outubro, durante o primeiro turno das Eleições 2026. O episódio ocorreu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba, cidade natal do candidato.

Imagens de uma transmissão ao vivo mostraram Zema usando o aparelho para conferir os números dos candidatos escolhidos enquanto registrava os votos. A conduta contraria a regra da Justiça Eleitoral que proíbe o porte de celular e outros equipamentos eletrônicos na cabine para preservar o sigilo do voto.

Neste primeiro turno, os eleitores devem observar que horas começa a votação, os horários por fuso e as regras para justificar ausência e evitar irregularidades no local de votação.

Onde ocorreu o flagrante

Zema votou em Araxá, em Minas Gerais, na manhã deste domingo. O flagrante aconteceu dentro da cabine de votação instalada na Escola Estadual Delfim Moreira.

As imagens registraram o momento em que o candidato manteve o celular consigo durante o voto e o utilizou como “colinha eleitoral”, consultando no aparelho os números que seriam digitados na urna.

O que diz a regra da Justiça Eleitoral

A legislação eleitoral proíbe que eleitores portem celulares ou outros equipamentos eletrônicos na cabine, mesmo que estejam desligados. Pela norma, o aparelho deve ser entregue à mesa receptora antes de o eleitor se dirigir à urna.

A restrição também vale para máquinas fotográficas, filmadoras e qualquer equipamento capaz de registrar ou transmitir a escolha feita pelo eleitor. A medida busca impedir que o voto seja fotografado ou filmado, evitando situações de coação ou compra de votos.

O Tribunal Superior Eleitoral reforçou, às vésperas da eleição, a obrigatoriedade da retenção temporária dos aparelhos durante o voto. Embora o celular possa ser usado no local de votação para identificação, como no e-Título, ele deve ficar sob a guarda dos mesários no momento em que o eleitor entra na cabine.

romeu-zema-flagrado-uso-celular-cabine-de-votacao-eleicao-2026
Romeu Zema utiliza celular na cabine de votação (Crédito: GloboNews)

Previsão legal e consequências

A regra está prevista na Lei das Eleições, a Lei nº 9.504/1997, e foi detalhada para as Eleições 2026 pela Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral.

Se um eleitor se recusar a entregar o dispositivo, não será autorizado a votar. A ocorrência deve ser registrada em ata e, se necessário, a força policial pode ser acionada para garantir o cumprimento da norma.

A violação ou a tentativa de violar o sigilo do voto pode ser enquadrada como crime eleitoral, com pena de até dois anos de detenção, conforme o artigo 312 do Código Eleitoral. Já o simples fato de entrar na cabine com o celular é tratado como irregularidade administrativa, e uma eventual responsabilização criminal depende de análise da conduta praticada.

Sigilo do voto

A proibição do uso de celular na cabine de votação faz parte do conjunto de medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para assegurar o sigilo do voto. Pela regra em vigor nas Eleições 2026, o aparelho pode ser levado ao local de votação, mas não pode permanecer com o eleitor no momento do voto e deve ficar com os mesários até o fim da operação na urna.

Em Araxá, o flagrante envolvendo Romeu Zema ocorreu justamente durante o registro do voto na urna, quando as imagens mostraram o candidato consultando o celular dentro da cabine.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *