O Enem poderá ter duas versões a partir de 2024, conforme informações do ministro da Educação, Camilo Santana.
De acordo com o ministro, tal inciativa tem por objetivo reduzir os impactos da possível implementação do Novo Ensino Médio. No início do mês de abril, a pasta adiou a implementação da referida modalidade.
Conforme as informações do Ministro, “as duas provas poderiam ser uma opção para que não prejudique e dê justas opções para todos os alunos, que estão no ensino médio das escolas públicas e privadas no Brasil”.
Com a implementação do novo ensino médio, o Enem deverá ser adaptado de modo gradual, aos conteúdos de tal modalidade.
De acordo com o cronograma, a partir de 2024 os candidatos fariam as provas em dois dias, sendo:
A revogação do calendário de implementação causou preocupação nas instituições de ensino, uma vez que elas iniciaram o ano letivo de 2023, conforme o novo modelo.
A implementação do Novo Ensino Médio foi suspensa pelo MEC em dia 05 de abril. Conforme Camilo, no processo de implementação do Novo Ensino Médio, houve ausência de diálogo com os gestores públicos.
Ele ressaltou ainda as dificuldades no acompanhamento da implementação, o apoio que o MEC não deu aos estados, como também a inserção dos itinerários formativos nas escolas.
Santana enfatizou por fim que tem por objetivo aprimorar o ensino médio, torná-lo mais atrativo e mais interessante para o mercado de trabalho.
O Novo Ensino Médio foi definido por meio da Lei 13.415/2017. Entre as mudanças para o novo sistema estão:
A implementação do Novo Ensino Médio foi iniciada em 2022, sendo feita de forma gradual.
Desde o início do Governo Lula, a pressão popular contra o modelo de ensino reacendeu o debate em relação ao sistema adotado, o que levou a suspensão de tal implementação.
As notas do exame podem ser usadas para concorrer a vagas em instituições federais de ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e em instituições privadas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e Financiamento Estudantil (Fies). Elas são aceitas ainda por diversas instituições de educação superior portuguesas.