O FestGuaçuí 2026 segue nesta segunda-feira, 17 de agosto, em Guaçuí, no Caparaó capixaba, com programação no Teatro Fernando Torres e na Praça da Matriz. A 26ª edição do Festival Nacional de Teatro de Guaçuí começou no domingo e vai até 22 de agosto, reunindo companhias de seis estados brasileiros e grupos do Espírito Santo em apresentações para públicos infantil e adulto.
Nesta segunda, o público pode acompanhar Um Conto de Amor Nordestino, às 10h, na Praça da Matriz; O Dia da Caça, às 14h, no Teatro Fernando Torres; e A Mais Forte, às 20h, também no Teatro Fernando Torres. A participação ocorre no formato de contribuição voluntária, adotado em toda a programação do festival.
A agenda de 17 de agosto distribui os espetáculos entre espaço aberto e teatro, mantendo uma característica importante do festival: levar montagens a diferentes pontos da cidade. Pela manhã, a Praça da Matriz recebe o coletivo Sonhe Que Dá, de Bayeux, na Paraíba, com Um Conto de Amor Nordestino.
À tarde e à noite, a programação segue no Teatro Fernando Torres. O público encontra o Grupo de Theatro Arte e Fogo, de Goiânia, com O Dia da Caça, às 14h, e a Cia Ícaros do Vale, de Araçuaí, Minas Gerais, com A Mais Forte, às 20h.
Realizado em parceria entre o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira e a Prefeitura de Guaçuí, com apoio do comércio local, o festival reúne produções de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, além de companhias do Espírito Santo. A proposta da curadoria é apresentar um panorama da produção cênica estadual e nacional, com temas sociais, releituras de clássicos e montagens voltadas a diferentes faixas de público.
No circuito capixaba, participam grupos de Guaçuí, Anchieta, Aracruz, Alegre, Cariacica e Vitória. Ao longo da semana, o evento mantém 22 espetáculos em Guaçuí até 22 de agosto, além de oficina, exposição e premiação no encerramento.
A programação do festival se divide entre o Teatro Fernando Torres, o Espaço Cultural Gota, Pó e Poeira e praças públicas de Guaçuí. Nesta edição, a Praça da Matriz e a Praça João Acacinho também aparecem no roteiro de apresentações, ampliando o acesso do público ao teatro em áreas abertas.
Para quem pretende acompanhar as atividades, vale observar com antecedência o local de cada montagem, já que os horários e os espaços variam ao longo da semana. Como parte da agenda ocorre em praça pública, a orientação útil é chegar com antecedência e considerar as condições do tempo e de deslocamento entre os pontos da cidade.
Além das peças, o FestGuaçuí 2026 inclui a oficina de audiovisual Teatro e Vídeo, ministrada por Júlio Estevan, do Rio Grande do Sul, e uma exposição fotográfica de Eder Gaioski, do Paraná, com registros de edições anteriores do festival. Esses dois eixos ampliam o alcance do evento para além das apresentações de palco e criam uma programação paralela ligada à memória e à formação.
O encerramento está marcado para 22 de agosto, com a apresentação de Os Sacrilégios do Amor, do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, baseada em obra de Nelson Rodrigues. O coletivo, criador e organizador do festival, celebra 43 anos de trajetória. Na mesma noite, o Teatro Fernando Torres recebe a cerimônia de premiação das produções de destaque.
Com 26 edições, o Festival Nacional de Teatro de Guaçuí mantém uma presença contínua no calendário cultural do município e do sul do Espírito Santo. A reunião de grupos de diferentes estados em uma cidade do interior ajuda a circular produções fora dos grandes centros e fortalece a formação de público local.
Para moradores e visitantes, o evento combina acesso a teatro, ocupação de espaços culturais e atividades gratuitas com contribuição voluntária. Na prática, isso significa encontrar em Guaçuí, ao longo da semana, uma programação que alterna espetáculos de rua, montagens em palco italiano, oficina e exposição fotográfica em uma mesma agenda cultural.