Os estudantes que aguardam uma oportunidade para financiar a graduação já precisam se preparar. As inscrições do Fies 2026.2 começam em 14 de julho e ficarão abertas somente até as 23h59 de 17 de julho de 2026, pelo horário de Brasília. O prazo curto exige atenção de quem pretende disputar uma vaga em faculdades particulares no segundo semestre.
A seleção promete atrair milhares de candidatos em todo o país, mas a classificação não depende apenas de atingir a nota mínima no Enem. O sistema considera o desempenho no exame, a modalidade de concorrência, a renda familiar, o grupo de preferência escolhido e a situação acadêmica de cada estudante. Além disso, existe uma ordem de prioridade que pode colocar determinados candidatos à frente de outros, mesmo quando as médias são próximas.
O sistema será aberto no dia 14 de julho de 2026. A partir dessa data, os interessados poderão acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior e preencher a inscrição gratuitamente. O procedimento será feito totalmente pela internet, utilizando uma conta Gov.br vinculada ao CPF do candidato.
O prazo termina no dia 17 de julho de 2026. Como o período de inscrição terá duração reduzida, deixar o cadastro para o último momento pode ser arriscado. Instabilidades no sistema, dificuldades de acesso à conta Gov.br ou informações incorretas sobre renda familiar podem impedir a finalização da candidatura dentro do prazo.
Para concorrer às vagas, o estudante precisa ter participado de pelo menos uma edição do Enem a partir de 2010. A participação como treineiro não poderá ser utilizada para ingresso no programa, pois o candidato deve ter realizado o exame com o objetivo de concorrer ao ensino superior.
Também será exigida média aritmética mínima de 450 pontos nas cinco provas do Enem e nota superior a zero na redação. Outro requisito importante é a renda: o estudante deve pertencer a uma família com renda bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.
Quem participou de mais de uma edição do Enem desde 2010 poderá ser beneficiado pelo melhor desempenho. O sistema deverá considerar a edição em que o candidato alcançou a maior média aritmética entre as cinco provas.
Essa regra permite que estudantes que melhoraram as notas ao longo dos anos concorram com o resultado mais vantajoso. A média é formada pelas pontuações de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Redação.
A inscrição deverá ser feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Ao entrar no sistema, o candidato precisará acessar o FiesSeleção com a conta Gov.br e conferir os dados pessoais carregados automaticamente.
Na sequência, será necessário informar os dados do grupo familiar, a renda bruta mensal de cada integrante e outras informações solicitadas pelo sistema. Todas as declarações devem ser preenchidas com cuidado, pois poderão ser conferidas nas etapas posteriores da seleção.
Durante a inscrição, o estudante poderá selecionar até três opções de curso, turno, instituição e local de oferta. As alternativas deverão ser colocadas em ordem de preferência, considerando o interesse real do candidato em cada graduação.
Apesar de poder indicar três opções, o participante será pré-selecionado em apenas uma delas. Por isso, é importante avaliar não apenas o nome do curso, mas também a localização da faculdade, o turno das aulas, o valor da mensalidade e as condições para frequentar a instituição.
A classificação do Fies 2026.2 será feita em ordem decrescente da nota do Enem. Dentro de cada grupo de preferência e modalidade de concorrência, os candidatos com as maiores médias ocuparão as primeiras posições.
No entanto, a nota não será o único fator observado. Antes da comparação das médias, o programa separa os candidatos de acordo com o histórico acadêmico e a utilização anterior do financiamento. Essa divisão cria uma ordem de prioridade que pode fazer diferença na disputa por uma vaga.
A primeira prioridade será concedida aos estudantes que ainda não concluíram o ensino superior e nunca utilizaram o Fies. Esse grupo será analisado antes dos candidatos que já receberam financiamento ou que possuem diploma de graduação.
Na segunda faixa aparecem os estudantes que ainda não concluíram o ensino superior, mas já foram beneficiados pelo Fies e quitaram completamente o financiamento anterior. Esses candidatos continuam tendo prioridade sobre quem já possui diploma.
O terceiro grupo será formado pelos estudantes que já concluíram uma graduação, mas nunca utilizaram o Fies. Por último, ficarão os candidatos que já concluíram o ensino superior, receberam o financiamento anteriormente e quitaram a dívida.
Um dos principais destaques da seleção será a reserva de 50% das vagas para o Fies Social. A modalidade atende estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
A verificação será feita automaticamente pelo sistema, com base no CPF informado durante a inscrição. Para esta edição, será considerada a situação do candidato no CadÚnico em 10 de julho de 2026, com dados atualizados até o dia 9 de julho.
Os candidatos enquadrados no Fies Social poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais, respeitando os limites estabelecidos pelo programa. Isso significa que, em determinadas situações, o estudante poderá financiar integralmente os valores cobrados pela instituição.
A participação nessa modalidade não garante aprovação automática. O candidato ainda precisará cumprir os requisitos, acompanhar a classificação e ficar dentro do número de vagas oferecidas para o curso e a modalidade escolhida.
Dentro do Fies Social, haverá reserva proporcional de vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. A modalidade deverá ser indicada no momento da inscrição, conforme as características e os documentos do estudante.
A quantidade de vagas será definida de acordo com a proporção desses grupos na população da unidade da Federação onde a instituição de ensino está localizada. Os dados populacionais oficiais serão utilizados como referência para a distribuição.
Durante as inscrições, o sistema poderá divulgar notas de corte parciais. Essa pontuação corresponde à média do candidato que, naquele momento, ocupa a última vaga disponível dentro do grupo de preferência e da modalidade de concorrência.
A nota de corte pode subir ou cair várias vezes até o encerramento do prazo. Isso acontece porque novos candidatos entram na disputa e outros podem alterar as opções de curso. Por esse motivo, ficar acima da nota parcial não representa garantia de aprovação.
Enquanto o sistema estiver aberto, o candidato poderá revisar as escolhas e modificar a ordem de preferência. Para a classificação final, será considerada a última alteração confirmada dentro do prazo.
Acompanhar as notas de corte pode ajudar na estratégia, mas a decisão deve considerar o real interesse pelo curso. Escolher uma graduação apenas porque a nota parece menor pode gerar problemas posteriores, especialmente se o estudante não tiver condições de frequentar a instituição selecionada.
Os candidatos pré-selecionados deverão complementar a inscrição no prazo divulgado pelo programa. Nessa fase, será necessário confirmar informações pessoais, acadêmicas, financeiras e relacionadas ao grupo familiar.
Depois da complementação, o estudante deverá apresentar a documentação à instituição de ensino e cumprir as demais etapas exigidas para contratar o financiamento. Perder um prazo ou deixar de comprovar as informações pode resultar na exclusão do processo.
Antes de finalizar o cadastro, o candidato deve revisar o CPF, os dados pessoais, a renda familiar e as opções de curso. Informações incorretas ou incompatíveis com os documentos apresentados poderão impedir a continuidade da contratação.
Também é importante verificar antecipadamente o acesso à conta Gov.br e manter os dados do CadÚnico atualizados, especialmente para quem pretende disputar uma vaga pelo Fies Social. Como as inscrições terminam em 17 de julho, qualquer pendência deve ser resolvida antes da abertura do sistema.