Guaçuí recebe até 22 de agosto a 26ª edição do Festival Nacional de Teatro de Guaçuí (FestGuaçuí), com 22 espetáculos distribuídos entre o Teatro Fernando Torres, o Espaço Cultural Gota, Pó e Poeira e praças públicas da cidade. A entrada é por contribuição voluntária, em uma programação que também inclui oficina de audiovisual, exposição fotográfica e encerramento com premiação.
O festival é realizado em parceria entre o Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira e a Prefeitura de Guaçuí, com apoio do comércio local. A edição reúne produções de seis estados brasileiros — São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul — além de companhias do Espírito Santo, com apresentações para públicos infantil e adulto.
A abertura ocorre neste domingo, dia 16, com apresentações no Espaço Gota, Pó e Poeira e no Teatro Fernando Torres. Entre os destaques da primeira noite estão Isabel e o Destino do Chavelho, do Ponto de Cultura Rastro dos Astros, de Ubá (MG), e Uma Carta para Chaplin, da Quatro Artes Produções, do Rio de Janeiro (RJ), após a abertura oficial.
No decorrer da semana, a agenda espalha espetáculos por diferentes horários e espaços da cidade. Há peças na Praça da Matriz, no Teatro Fernando Torres e no espaço cultural que leva o nome do grupo organizador, em uma dinâmica que aproxima o público da cena teatral e ocupa áreas centrais de Guaçuí.
O teatro do Espírito Santo aparece com força no circuito do festival. Companhias de Guaçuí, Anchieta, Aracruz, Alegre, Cariacica e Vitória integram a programação, reforçando o caráter regional do evento e a presença de grupos que circulam fora da capital.
Entre os momentos mais simbólicos da edição está a apresentação de Os Sacrilégios do Amor, do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, em Guaçuí. A montagem é baseada em obra de Nelson Rodrigues e marca a celebração dos 43 anos de trajetória do coletivo, criado e responsável pela organização do festival.
Além das sessões teatrais, o FestGuaçuí inclui a oficina de audiovisual “Teatro e Vídeo”, ministrada por Júlio Estevan, do Rio Grande do Sul. A atividade entra na programação como espaço de formação e diálogo entre linguagens, conectando palco e linguagem audiovisual.
O festival também reúne uma exposição fotográfica de Eder Gaioski, com registros de edições anteriores. A mostra ajuda a contextualizar a história do evento e a trajetória construída ao longo dos anos em Guaçuí, município do sul do Espírito Santo que recebe a programação em locais de circulação urbana e cultural.
A participação é aberta ao público com contribuição voluntária, formato que permite acompanhar os espetáculos sem cobrança fixa de ingresso. Como a programação se distribui entre teatro, praça e espaço cultural, o visitante encontra sessões em diferentes horários ao longo do dia, o que favorece a presença de moradores e de quem circula pela cidade durante o festival.
Na prática, o público encontra um recorte de produção cênica de diferentes estados, com obras que passam por temas sociais, releituras de clássicos e montagens voltadas a crianças e adultos. A cerimônia final, marcada para 22 de agosto, encerra a edição com a premiação das produções de destaque no Teatro Fernando Torres.
O festival de teatro de Guaçuí chega à 26ª edição com uma programação que combina circulação regional, formação e ocupação de espaços públicos, consolidando o município como ponto de encontro para grupos de diferentes estados e para o teatro produzido no Espírito Santo.