O período de inscrições do Fies 2026/2 está próximo, e milhares de estudantes já começam a verificar se atendem às condições necessárias para concorrer ao financiamento estudantil. Entre os critérios que mais geram dúvidas está a renda familiar, calculada com base nos rendimentos de todas as pessoas que integram o mesmo grupo familiar.
Na seleção do segundo semestre, podem se inscrever candidatos com renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa. Como o salário mínimo de 2026 está fixado em R$ 1.621, o teto corresponde a R$ 4.863 para cada integrante da família. As inscrições estarão abertas de 14 a 17 de julho de 2026.
O valor de R$ 4.863 não deve ser analisado apenas a partir do salário do estudante. O Fies considera a situação econômica de todo o grupo familiar, reunindo os rendimentos mensais das pessoas que vivem da mesma renda ou contribuem para a manutenção da residência.
Assim, mesmo que um dos integrantes receba mais de R$ 4.863, o candidato ainda poderá se enquadrar no programa. O que precisa ficar dentro do limite é a média da renda familiar por pessoa, obtida depois da soma e da divisão entre todos os membros.
O primeiro passo é identificar quantas pessoas fazem parte do grupo familiar. Depois, o candidato deve somar todos os rendimentos brutos recebidos mensalmente, incluindo salários, aposentadorias, pensões, comissões e ganhos provenientes de atividades autônomas.
O cálculo é feito da seguinte maneira: renda bruta total da família dividida pela quantidade de integrantes. O resultado encontrado deve ser igual ou inferior a R$ 4.863 para que o estudante se enquadre na regra financeira do Fies regular.
Uma família formada por quatro integrantes pode possuir renda bruta total de até R$ 19.452 por mês. Ao dividir esse valor por quatro, a média chega exatamente aos R$ 4.863 permitidos por pessoa.
Se os rendimentos somados forem de R$ 14 mil, por exemplo, o cálculo resultará em uma renda individual de R$ 3.500. Nesse cenário, o candidato estará dentro do limite econômico exigido para participar da seleção.
Ao preencher a inscrição, o estudante deve informar os rendimentos antes dos descontos. Isso significa que o Fies considera o salário bruto, e não o valor efetivamente depositado na conta bancária depois dos abatimentos.
Descontos de INSS, empréstimos consignados, plano de saúde, vale-transporte ou outras deduções não devem ser retirados do cálculo. Informações incorretas podem causar divergências durante a comprovação dos dados e comprometer a contratação do financiamento.
O Fies Social possui critérios diferentes da modalidade regular. Para disputar as vagas reservadas, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal de até meio salário mínimo por pessoa, equivalente a R$ 810,50 em 2026.
Também é obrigatório estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, com os dados ativos. O cadastro deve refletir a situação atual da família, especialmente em relação à composição familiar, ao endereço e à renda declarada.
Os candidatos poderão se inscrever gratuitamente entre 14 e 17 de julho de 2026. O prazo será de apenas quatro dias, por isso a recomendação é reunir as informações e definir as opções de curso antes da abertura do sistema.
Durante a inscrição, será possível selecionar até três combinações de curso, instituição, turno e local de oferta. Enquanto o prazo estiver aberto, o participante poderá modificar suas escolhas, sendo considerada a última confirmação registrada.
A divulgação do resultado do Fies 2026/2 está prevista para 30 de julho. Os candidatos pré-selecionados deverão acessar o sistema novamente para completar as informações necessárias à continuidade do processo.
A complementação deverá ser realizada entre 31 de julho e 4 de agosto de 2026. Depois dessa etapa, o estudante precisará seguir as orientações da instituição de ensino para comprovar os dados e prosseguir com a contratação.
Os participantes que não forem pré-selecionados na chamada única serão incluídos automaticamente na lista de espera do Fies. Não será necessário realizar uma nova inscrição ou manifestar interesse separadamente.
As convocações poderão acontecer entre 7 de agosto e 24 de setembro de 2026. Como não existe uma data individual de chamada para cada candidato, será importante acompanhar o sistema regularmente para não perder os prazos.
O critério de renda, por si só, não garante a participação. O candidato também precisa ter feito alguma edição do Enem a partir de 2010 e alcançado média aritmética mínima de 450 pontos nas cinco provas.
A nota da redação deve ser superior a zero, e o participante não pode ter realizado o exame apenas como treineiro. A classificação utiliza o desempenho no Enem e considera as opções de curso informadas durante a inscrição.
Depois da pré-seleção, o estudante poderá precisar apresentar documentos que comprovem os rendimentos de cada integrante da família. Entre os comprovantes mais comuns estão contracheques, extratos bancários, carteira de trabalho e declaração do Imposto de Renda.
Aposentados, pensionistas, trabalhadores informais e profissionais autônomos podem ter de apresentar documentos específicos. Também poderão ser solicitadas declarações para integrantes que não possuem renda ou atividade profissional no momento.
Antes do dia 14 de julho, é recomendável calcular a renda familiar, consultar as notas do Enem e conferir se os dados pessoais estão corretos. Quem pretende concorrer pelo Fies Social também deve verificar a situação do CadÚnico.
Outra medida importante é pesquisar previamente os cursos e instituições desejados. Como o período de inscrição termina em 17 de julho de 2026, organizar essas informações com antecedência reduz o risco de erros e evita decisões apressadas no último dia.