Mudança no Sisu: PL permite usar melhor nota entre dois Enems
O processo de seleção para universidades públicas pode passar por uma mudança importante. A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que altera as regras do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), possibilitando o uso da melhor nota entre duas edições recentes do Enem.
Hoje, o Sisu leva em conta apenas a nota mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para calcular a classificação dos candidatos. Com a mudança, será possível escolher entre a nota atual e a do ano anterior.
Projeto de lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
A proposta está no substitutivo do deputado Duda Ramos (MDB-RR) ao Projeto de Lei 2533/22, originalmente apresentado por Dr. Frederico (PRD-MG). O texto modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), incorporando a nova regra ao ordenamento jurídico.
De acordo com o relator, a intenção é oferecer uma seleção mais justa e realista, principalmente para os estudantes que enfrentam dificuldades no primeiro Enem e acabam prejudicados por isso. Com a nova proposta, eles ganham a chance de competir com seu melhor desempenho.
Candidatos poderão se beneficiar de mais flexibilidade
A medida amplia as possibilidades para o estudante. Caso ele tenha feito duas provas consecutivas, poderá escolher a nota mais alta, independentemente de qual ano ela foi obtida. Isso representa uma mudança importante para quem busca melhorar sua posição no Sisu.
Para muitos candidatos, essa flexibilidade faz diferença. A proposta atende especialmente aqueles que, por algum motivo, tiveram baixo desempenho em um ano e conseguiram melhores resultados no seguinte. A escolha da nota mais favorável pode ser decisiva na aprovação.
Menos pressão e mais estratégia na preparação
Uma das principais vantagens apontadas é a redução da pressão emocional. A exigência de um bom resultado em uma única tentativa do Enem pode gerar ansiedade e insegurança. Com duas notas válidas, o estudante ganha mais tranquilidade para se preparar.
A mudança também abre espaço para planejamento. Quem deseja dedicar mais tempo aos estudos pode fazer o Enem no penúltimo ano do ensino médio e repetir a prova no ano seguinte, usando a nota mais vantajosa para concorrer no Sisu.
Proposta valoriza o esforço contínuo dos estudantes
O deputado Duda Ramos ressaltou que o Enem não possui prazo de validade para fins de certificação ou participação em processos seletivos. Isso reforça a coerência da proposta, que apenas amplia o aproveitamento das notas já obtidas pelos estudantes.
A nova possibilidade não obriga ninguém a usar uma nota anterior. Ela apenas concede liberdade de escolha ao candidato, respeitando seu histórico de desempenho e permitindo uma análise mais ampla de suas capacidades.
Mais justiça para quem enfrenta obstáculos
Nem todos os estudantes conseguem alcançar o melhor rendimento em sua primeira tentativa. Problemas pessoais, falta de estrutura ou até o nervosismo no dia da prova podem atrapalhar. Permitir a escolha entre duas notas oferece uma segunda chance sem precisar esperar outro ano inteiro.
A proposta reconhece que o desempenho escolar pode variar e que o acesso ao ensino superior deve considerar o contexto de cada estudante. Isso torna o processo mais humano e menos engessado, aumentando as chances de inclusão.
Ainda é preciso aprovação em outras etapas
Apesar da aprovação na Comissão de Educação, o projeto de lei ainda precisa passar por outras comissões na Câmara dos Deputados e, depois, pelo Senado. Só então poderá seguir para sanção presidencial e se transformar em lei.
O ritmo de tramitação depende do calendário legislativo e da articulação entre os parlamentares. Mesmo sem data definida para a implementação, o avanço na comissão já indica que o tema está em pauta e pode ganhar força nos próximos meses.
Impacto será sentido em todo o Brasil
Milhões de estudantes participam do Sisu todos os anos. A nova regra, se aprovada, poderá impactar positivamente milhares de candidatos, especialmente os que prestam o Enem mais de uma vez e atualmente não podem aproveitar a nota anterior.
Além disso, a medida pode estimular mais jovens a participarem do exame em anos consecutivos, mesmo sem intenção imediata de ingressar na faculdade. Isso cria um ambiente mais preparado e menos dependente de um único resultado.
Acompanhe a tramitação do projeto na Câmara
Quem quiser acompanhar o andamento da proposta pode acessar o portal da Câmara dos Deputados. Lá é possível ver os relatórios, as votações e os próximos passos do PL 2533/22.
A discussão sobre o futuro do Sisu continua movimentando estudantes, educadores e legisladores. A proposta de permitir o uso da melhor nota entre duas edições do Enem sinaliza um avanço em direção a um processo seletivo mais inclusivo e coerente com a realidade dos jovens brasileiros.
