Governo Federal sinalizou prorrogação do Auxilio Emergencial até 2023

Com a data marcada para liberação do pagamento da sétima e última parcela do Auxílio Emergencial 2021 e junto às incertezas sobre a aprovação do Auxílio Brasil, o Governo Federal propôs a prorrogação do auxílio emergencial até 2023, mas se tal proposta for permitida, somente os beneficiários do Bolsa Família serão contemplados.

O Auxílio Brasil é a proposta que visa substituir o tradicional Bolsa Família, mas como tem havido uma certa resistência em aprovar o projeto, devido à falta de uma fonte de financiamento para custear o programa.

Acredita-se ainda que, a escolha por dar continuidade ao benefício somente para os beneficiários tenha sido feita com base nas tratativas de um novo benefício para o referido grupo.

A prorrogação até 2023 será uma opção para contemplar somente um grupo específico composto por 14,6 milhões de famílias.

A intenção do governo é para que os beneficiários recebam parcelas no valor médio do auxílio emergencial, que é de R$ 250. De maneira cumulativa aos valores que essas pessoas já recebem por meio do programa social por, pelo menos, o período de um ano.

De acordo com informações do governo, atualmente, o valor médio do Bolsa Família é de R$ 189, embora os beneficiários estejam recebendo as parcelas entre R$ 150, R$ 250 e R$ 375 oferecidas pelo auxílio emergencial de 2021.

No entanto, com base na proposta da média cumulativa, os contemplados teriam direito a receber R$ 440, quantia superior à oferta atual de ambos os programas sociais.

A referida possibilidade tem sido debatida nas últimas semanas e, a expectativa é para que o presidente da República, Jair Bolsonaro tome uma decisão até a próxima semana, em virtude da finalização do calendário de pagamento do auxílio emergencial.

Com a efetivação da proposta haverá o encerramento do benefício emergencial, que atende 25 milhões de trabalhadores informais, o que não é bem visto por algumas áreas do Governo Federal.

A prorrogação do auxílio emergencial até 2023 ganha força, mas ao mesmo tempo gera divergência de opiniões sobre aqueles que são a favor da extensão integral do benefício; ou seja, contemplando todos os beneficiários; e por aqueles que são nitidamente contra a medida, como a equipe técnica do Ministério da Economia.

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